Legenda: Neste domingo, o papa saiu em defesa do ex-pontífice João Paulo IIFoto: Tiziana Fabi/AFPNesta semana, o irmão de uma jovem desaparecida do Vaticano há 40 anos apontou um suposto envolvimento do ex-papa no caso.
Na última terça-feira (11), Pietro Orlandi, irmão de Emanuela, declarou a um programa de televisão que "Wojtyla (sobrenome do ex-papa João Paulo II) costumava sair à noite com dois monsenhores poloneses e certamente não era para abençoar casas".
A declaração foi dada após Pietro se reunir com o promotor-chefe do Vaticano, Alessandro Diddi, que investiga o caso.
À emissora de TV, o irmão da jovem desaparecida apresentou uma gravação com a voz de um homem afirmando que há mais de 40 anos meninas foram levadas para o Vaticano para serem molestadas e que o ex-pontífice sabia de tudo. Segundo Pietro Orlandi, a voz é de um suposto membro de uma organização criminosas que pode ter envolvimento com o desaparecimento de Emanuela.
As declarações do irmão da jovem foram condenadas por membros do Vaticano.
Neste domingo, procurado pela Reuters, Pietro Orlandi disse que era "correto que Francisco defendesse João Paulo II". Ele afirmou, também, que só "repetiu o que os outros haviam dito" em sua entrevista à uma TV italiana. "Certamente não vi sozinho", acrescentou.
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17.04.2023


