Autor Gabriel Damasceno
De acordo com informações do portal G1, o Twitter teria causado indignação nas autoridades brasileiras durante uma reunião nesta segunda-feira, 10, que contou com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Uma advogada da plataforma teria chegado a dizer que um perfil com foto de assassinos de crianças não violava os Termos de Uso da plataforma e não se tratava de uma apologia ao crime.
O ministro e a assessora responsável pelo tema no ministério, Estela Aranha, teriam ficado indignados com o posicionamento da empresa que, desde foi comprada por Elon Musk, mudou o tom com a imprensa e representantes oficiais.
A BBC Brasil informou que procurou o Twitter para comentar sobre conteúdos violentos contra crianças nas redes e, como resposta, recebeu um emoji de fezes. O mesmo aconteceu com o G1, quando procurou o contato internacional da plataforma.
Em março, o dono da plataforma fez uma postagem dizendo que se alguém entrasse em contato com a assessoria de imprensa da plataforma receberia o emoji como resposta.

Em coletiva de imprensa, também nessa segunda-feira, 10, o ministro Flávio Dino criticou empresas que usam argumentos relacionados à liberdade de expressão nos Termos de Uso para esconder casos de violência.
“Não existe liberdade de expressão para quem difunde pânico ou faz ameaça contra escolas. Não existe liberdade de expressão para quem quer matar crianças nas escolas. E, portanto, não há Termo de Uso que consiga juridicamente servir de escudo para quem quer se comportar de modo irresponsável.”
Antes da coletiva, Dino havia se reunido com representantes da Meta, Kwai, TikTok, Whatsapp, Youtube, Twitter e Google, disse que “alguns têm atendido, outros, não. Estamos vendo por parte dessas empresas, não todas, dificuldade de compreender esse papel ativo que estamos buscando em face da gravidade.”
O ministro exige que as redes sociais tenham canais abertos, velozes e urgentes de atendimento às solicitações das autoridades policiais. “Deixei claro que, se essa notificação não for atendida, vamos tomar providências policiais e judiciais. Obviamente, não desejamos isso. Nosso desejo é que as empresas de tecnologia nos ajudem.”
opovo.com.br
12.04.2023


