Legenda: MP investiga manipulação de jogos de futebol no Brasil.Foto: Arte/AFPMP investiga manipulação de partidas de futebol no brasil.
Outro apostador na mira do MP, William de Oliveira Souza aparece nas investigações como alguém que atuava para oferecer cadastros nos sites de apostas, em troca de vantagem financeira.
Para o Ministério Público de Goiás, William McLaren, como era conhecido, tinha plena ciência da atividade criminosa. "Se quiser delegar pra mim, na resposta de arrumar, vai 'oh Mclaren, eu preciso de cem contas', eu fico na responsa de arrumar cem contas, coloco saldo e resumo as cem e a gente define a porcentagem, entendeu? É uma equipe, mano, o bagui é uma equipe", disse.
Bruno López é empresário e ex-jogador de futebol. Ao Estadão, um atleta que atuou com ele em um time de futsal de São Bernardo confirmou que o agora empresário pedia acesso a cadastros em sites para diversificar a origem das apostas em troca de percentuais sobre os lucros.
Camila Silva Motta, mulher de Bruno, é apontada como integrante do núcleo administrativo do esquema. Segundo a investigação, ela tinha a "relevante atuação" de fazer pagamentos e verificar o funcionamento das contas apócrifas utilizadas pelo grupo.
Bruno e Camila são sócios da BC Sports, uma empresa recém-criada para agenciar jogadores de futebol, mas que era usada principalmente para pagamento dos "sinais", as antecipações a jogadores que aceitavam se corromper para realizar determinadas ações em campo, como receber cartões ou cometer pênalti.
Ao todo, 16 pessoas se tornaram réus nesta semana por envolvimento no esquema das apostas com manipulação de 13 partidas. Oito da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022, uma da Série B e quatro de campeonatos estaduais de 2023. O advogado de Bruno López, Ralfh Fraga, afirmou que ainda precisa se debruçar sobre o processo para se manifestar com mais embasamento sobre o caso. A reportagem não localizou advogados de Thiago Chambó e William McLaren.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
13.05.2023


