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PF aponta manipulação da Polícia Civil do RJ no caso Marielle, revela jornalista

PF aponta manipulação da Polícia Civil do RJ no caso Marielle, revela jornalista

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Desde março deste ano, a pedido do ministro da Justiça, Flávio Dino, a PF passou a atuar no caso. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Manobras no inquérito teriam sido identificadas para levar a investigação a caminhos sem saída e induzir a erros, segundo a Polícia Federal

Autor Fabiana Melo

A Polícia Federal (PF) encontrou possíveis indícios de manipulação da Polícia Civil do Rio de Janeiro nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, acontecido em 2018. Desde março deste ano, a pedido do ministro da Justiça, Flávio Dino, a PF passou a atuar no caso.

Segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, a investigação da PF revelou que certos policiais que se envolveram na investigação do caso fizeram manobras no inquérito no sentido de conduzir a diligência para caminhos sem saída e também induzir ao erro.

O caso Marielle passou por cinco delegados na Polícia Civil e, consequentemente, por três equipes. A Polícia Federal ainda investiga se houve participação de delegados nas ilegalidades.

Neste domingo, completaram-se 1.894 dias sem que um mandante do caso tenha sido apontado.

Assassinato de Marielle Franco: cronologia do caso

-14 de março de 2018: Marielle Franco e Anderson Gomes são assassinados na cidade do Rio de Janeiro.

-15 de março de 2018: Giniton Lages assume a Delegacia de Homicídios do Rio e o caso.

-21 de março de 2018: O MPRJ escolhe um grupo de promotores para a apuração do crime.

-1º de setembro de 2018: Entra no caso o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). Acontece a primeira troca de promotores do MPRJ.

-25 de setembro de 2018: Orlando Curicica, encarcerado no Presídio Federal de Mossoró por crimes ligados à milícia, menciona o ‘Escritório do Crime’ para os investigadores. Uma testemunha cita o vereador Marcello Siciliano por suposto envolvimento na morte de Marielle. Siciliano foi preso, mas o envolvimento dele foi descartado depois.

-11 de outubro de 2018: Investigações do MPRJ identificam biotipo do executor do crime e rastreiam novos locais por onde circulou o carro usado no crime.

-11 de março de 2019: A primeira fase de investigações é encerrada. Sargento reformado da PM Ronnie Lessa e ex-PM Élcio Queiroz são denunciados por homicídio doloso.

-12 de março de 2019: Élcio Queiroz e Ronnie Lessa são presos no Rio de Janeiro.

-25 de março de 2019: Delegado Giniton Lages é substituído por Daniel Rosa na Delegacia de Homicídios do Rio.

-23 de maio de 2019: Polícia Federal aponta que foram dados depoimentos falsos para dificultar a solução dos homicídios.

-11 de setembro de 2019: A então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede a federalização das investigações.

-10 de março de 2020: Justiça do Rio determina que Ronnie Lessa e Élcio Queiroz sejam levados a júri popular.

-27 de maio de 2020: Superior Tribunal de Justiça (STJ) nega a federalização das investigações.

-17 de setembro de 2020: Delegado Daniel Rosa deixa o caso. Moisés Santana assume o lugar dele.

-5 de julho de 2021: Terceira troca na Delegacia de Homicídios: sai Moisés Santana, entra Edson Henrique Damasceno.

-2 de fevereiro de 2022: Quarta troca: Edson Henrique Damasceno é substituído por Alexandre Herdy como novo delegado do caso.

-30 de agosto de 2022: Supremo Tribunal Federal (STF) nega recursos das defesas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, e mantém decisão sobre júri popular.

-22 de fevereiro de 2023: O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anuncia abertura de inquérito da Polícia Federal para investigar assassinatos.

-4 de março de 2023: MP do Rio define novos promotores do caso Marielle Franco. (Com informações de Agência Brasil)

opovo.com.br

22.05.2023