Segundo o Diretor do Departamento de Combate à Corrupção (Decor) da Polícia Civil do Distrito Federal, Leonardo de Castro, Macedo consta em lista de "alerta vermelho da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol)" e continua foragido desde a época dos ataques em Brasília.
Em dado momento da sessão, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou Leonardo de Castro sobre a tentativa de atentado a bomba no DF, quando citou Macedo e fez referência à sua passagem pelo Ministério dos Direitos Humanos, à época comandada por Damares Alves (Republicanos-DF), atual senadora da República.
“Wellington, que está foragido, tem notícia? Ele era assessor da senadora Damares até onde a gente sabe, mas não sabemos nada mais sobre o paradeiro. Ele rompeu a tornozeleira e sumiu. Tem mais informações sobre isso?”, questionou a deputada
Leonardo respondeu que nos dias seguintes à tentativa de atentado, foram feitas “diligências, viagens com apoio da PF”, mas que o cearense não foi encontrado. “Fizemos representação no juízo do DF, solicitando a inclusão dele (Wellington) em alerta vermelho da Interpol. Isso foi deferido e hoje ele está alerta vermelho e foragido”, pontuou.
Posteriormente, a senadora Damares pediu a palavra para questionar a relação feita por outros parlamentares entre Macedo e sua atuação como ministra. “Meu nome é citado alegando que o jornalista Wellington era meu assessor. O jornalista nunca foi meu assessor e vamos acabar, já, com essa narrativa. Esse jornalista trabalhou em uma secretaria ligada ao ministério. Se é para a gente investigar, vamos trabalhar em cima de verdades na CPMI”.
O senador Magno Malta (PL-ES) reforçou ainda que Damares não teria ligação com os atos de Macedo. "Ainda que ele tivesse sido assessor da senadora Damares, ela não tem bola de cristal para saber quem é bandido e quem não é", disse o parlamentar ao encerrar o assunto naquele momento.
Macedo trabalhou no Ministério dos Direitos Humanos, quando Damares comandava a pasta, no início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele era assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. As autoridades continuam a procura de Macedo, que continua em localização desconhecida.
Após a instalação da comissão houve um requerimento pela convocação de Macedo. A proposta foi feita pelo deputado federal Duarte (PSB-MA). Já o senador Rogério Carvalho (PT-SE) pediu a quebra dos sigilos do jornalista e de outros dois envolvidos na tentativa de atentado em Brasília: George Washington de Oliveira Sousa e Alan Diego dos Santos Rodrigues.
(O Povo)
flaviopintonews.com.br
23.06.2023


