Legenda: A Grécia prossegue com as buscas por sobreviventes do naufrágio de uma embarcação de migrantes no Mar JônicoFoto: AFPCerca de 700 migrantes estavam em embarcação, que seguia para a Itália
ONU PEDE INVESTIGAÇÃO
Dois dias depois do naufrágio, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu investigação sobre o naufrágio.
Segundo a ONU, crianças e mulheres eram a maioria dos passageiros do barco.
Para Turk, a tragédia reforça a necessidade de investigação sobre casos envolvendo traficantes e contrabandistas de seres humanos. Ele também pediu que os países abram mais rotas de migração regular e aumentem a responsabilidade, assegurando formas seguras de desembarque das pessoas resgatadas no mar.
GOVERNO DO PAQUISTÃO REAGE
Mais de 300 paquistaneses morreram no naufrágio, segundo anunciado pelo presidente do Senado do Paquistão, Muhammad Sadiq Sanjrani, em comunicado divulgado no domingo (18), lamentando a tragédia.
O ministro paquistanês do Interior, Rana Sanaullah Khan, disse que a Agência Federal de Investigação do país iniciou uma ofensiva contra traficantes de pessoas, prendendo suspeitos importantes na cidade de Lahore, no leste, e em Karachi, capital da província de Sindh, no sul.
"Todas as pessoas envolvidas nesta tragédia serão levadas à Justiça", prometeu o ministro em comunicado, acrescentando que o governo de Sharif endurecerá ainda mais as leis existentes para incluir punições severas para os traficantes de pessoas. Até o começo da semana, as autoridades detiveram quase duas dúzias de suspeitos.
NAUFRÁGIOS EM ROTAS DE MIGRAÇÃO
O naufrágio ocorreu a mais de 160 km da costa da Grécia, a sudeste da ilha de Gran Canaria, no arquipélago atlântico localizado em frente ao noroeste da África.
Desde o endurecimento dos controles no Mediterrâneo, a rota migratória até Canárias tem sido bastante utilizada. Os naufrágios são frequentes nessa travessia, particularmente perigosa pelas fortes correntes e o mal estado das embarcações.
Na última terça-feira (20), o corpo de uma mulher grávida foi resgatado perto das Ilhas Canárias de Lanzarote de um bote inflável no qual viajavam 53 migrantes subsaarianos.
Segundo um informe publicado pela ONG espanhola Caminando Fronteras, no final de 2022, mais de 11,2 mil migrantes morreram ou foram considerados desaparecidos desde 2018, em sua tentativa de alcançar as costas espanholas, um dos principais pontos de entrada dos migrantes irregulares na Europa.


