Legenda: A médica Sandra Lúcia foi espancada enquanto trabalhava no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, no Rio de JaneiroFoto: ReproduçãoSandra Lúcia foi espancada com socos e chutes enquanto trabalhava no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, no RJ
Sandra Lúcia foi agredida por pai e filha, identificados como André Luiz do Nascimento Soares e Samara Kiffini do Nascimento Soares, que chegaram à unidade hospitalar procurando atendimento para um corte em um dedo da mão esquerda.
‘UM BAND-AID RESOLVERIA O CASO DELE’, DIZ DELEGADO
O delegado responsável pelo caso Geovan Omena, disse ao jornal O GLOBO que ficou surpreso com a agressividade da dupla. "Quando tem um caso de vida ou morte, a gente até entende a pessoa ficar desesperada pelo atendimento. Nada justifica a agressão. No caso ele tinha um corte no dedo. Um band-aid resolvia o caso dele a noite toda", disse.
Ainda conforme a Polícia, a médica estava em atendimento quando escutou a confusão e foi ver o que estava ocorrendo, a partir daí, as agressões começaram.
André Luiz só parou as agressões após a chegada da Polícia. "Quando Samara, filha do André, tomou conhecimento que iria permanecer presa, ela virou para a média e disse: 'você toma cuidado que você está marcada, quando eu sair, vou lá e te matar de porrada'. Os dois não possuem passagem pela polícia, mas nada justifica as agressões que fizeram", completou Omena.
'MINHA MÃE ERA MUITO AMADA', DIZ FILHA DE IDOSA MORTA EM SALA VERMELHA
A família da idosa Arlene Marques da Silva esteve no Instituto Médico Legal (IML) nesta segunda-feira (17). Elaine Marques, 52 anos, filha de Arlene, contou que havia esperança de levar a mãe para a casa nesta semana.
"Não justifica um cortezinho no dedo tirar a vida de uma pessoa na sala vermelha. Podem achar pequeno, pouco isso, mas a gente não acha. Minha mãe era muito amada, querida pelos filhos e bem tratada para morrer dessa forma", disse.

Elaine acredita que a mãe passou mal com o susto e morreu por isso. "Ele (André Luiz) entrou na sala simulando que estava armado. Todo mundo saiu correndo. Um paciente com bolsa de colostomia correu e se escondeu no banheiro. Foi o que me contaram. Minha mãe quando viu aquilo começou a passar mal na cama e não pôde ser atendida porque estavam socando a cara da médica", disse.
Arlene deixou oito filhos e 38 netos e bisnetos. " A gente é muito apaixonado pela minha mãe. Ela já estava se recuperando. Só quero justiça", disse.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
18.07.2023


