Não há dúvida: investir em educação
na primeira infância pode gerar benefícios econômicos tangíveis a longo prazo,
se configurando como uma ação fundamental para o desenvolvimento econômico de
um país. Essa associação será lembrada, mais uma vez, nesta quinta-feira, 21 de
março, quando se comemora o Dia Mundial da Infância. Uma oportunidade para
destacar o que pesquisas da área já confirmaram: a cada dólar investido nessa
etapa da vida pelos governos, o retorno à sociedade pode alcançar US$ 7.
De acordo com a Lei n° 13.257/2016, a primeira
infância ocorre nos primeiros seis anos completos - ou 72 meses de vida - da
criança. É nesse momento que os indivíduos estão em um período crítico de
desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Assim, estimular o aprendizado
nessa fase pode ter impactos positivos de longo prazo, preparando indivíduos
para se tornarem membros produtivos e inovadores da sociedade.
A importância do tema se evidencia ainda mais ante
um cenário em que apenas 41% das crianças brasileiras de 0 a 3 anos estão
frequentando creches, de acordo com o Censo Escolar 2023, divulgado no último
mês de fevereiro. O desempenho está abaixo do que fora estabelecido pelas metas
do Plano Nacional de Educação (PNE) até 2024, que era de ter ao menos 50% dos
pequenos estudantes atendidos por instituições de ensino públicas e privadas.
Estudos recentes do economista norte-americano James
Heckman, Prêmio Nobel de Economia, apontaram que há um retorno econômico de 6%
a 10% ao ano registrado a partir da experiência com crianças que fizeram uma
pré-escola adequada - se comparado a outras que não tiveram essa chance. Tal
taxa de retorno pode ser observada, no futuro, em ganhos com renda, melhores
oportunidades de emprego e menor incidência de problemas de saúde e
criminalidade, entre outros indicadores, chegando ao número mágico de US$ 7 para
cada US$ 1 empregado.
Para educadores, essas iniciativas não apenas podem
garantir um futuro próspero para as crianças, mas também promover uma sociedade
mais justa, equitativa e resiliente, preparada para enfrentar os desafios do
século XXI. Seguindo essa tendência, especialistas confirmam que a prioridade
do PNE para o decênio 2024-2034 deve mesmo ser a primeira infância.
No segmento da Educação Infantil, destinada a
crianças de 2 a 5 anos de idade, as escolas Educar Sesc de todo o Estado
ofertam estrutura física, profissional e humana que as incentiva a interagir
educacionalmente, despertando-as para a aprendizagem.
Onde estão: Crato, Fortaleza (I e II), Iguatu, Juazeiro do
Norte e Sobral;
"Acreditamos que as primeiras aprendizagens
servirão de sustentação para todas as etapas da vida. Priorizamos uma educação
baseada nas interações, na resolução de problemas do cotidiano, nas
brincadeiras, na diversidade e inclusão para o desenvolvimento integral das
crianças e adolescentes, contribuindo para a formação de indivíduos críticos e
atuantes, na construção de uma sociedade mais justa e harmônica", assinala
a gerente de Educação do Sesc Ceará, Leni Oliveira.
SERVIÇO:


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