Em uma
jornada marcada pela paixão pela dança, João Paulo transformou obstáculos em
oportunidades não apenas para brilhar, mas também para ensinar. Na
adolescência, perdeu uma das pernas, porém ele ressalta que essa não foi a
parte mais difícil.
Desde
jovem, já demonstrava talento para a dança, participando de quadrilhas mirins
na escola e no bairro. Mesmo assim continuou dançando, explorando diversos
ritmos e encantando a todos com sua habilidade. Já dá para imaginar por que sua
jornada não transcorreu apenas em meio a passos de dança. Ela também foi
marcada pelo enfrentamento ao capacitismo e à discriminação.
Aos 18
anos, decidiu se dedicar ainda mais à dança, participando de festas, shows e se
disponibilizando para dançar informalmente. Sua determinação o levou a
ingressar no Coral da Universidade Federal do Ceará (UFC), pelo qual teve a
oportunidade de explorar novas formas de expressão artística.
João Paulo
destaca a importância de desafiar os estereótipos e superar as barreiras
impostas pela sociedade. “Às vezes, o trauma é muito menor por isso (pelo
acidente sofrido) do que pelo capacitismo que é enfrentado todos os dias. O
olhar das pessoas, o jeito delas falarem do seu corpo, a interferência, o
assédio, o assistencialismo. O vitimismo que as pessoas nos colocam”, comenta
ele.
Hoje, João
Paulo continua sua jornada na dança, explorando novas formas de expressão e
inspirando a todos com sua determinação e talento. Sua história é um exemplo de
superação e prova de que a paixão pela arte pode nos levar além dos nossos
limites.
No dia 10,
no mesmo local, a partir das 19h, o público pode conferir a apresentação do
artista cearense João Paulo Lima, Carta Aberta aos Corpos Não DEFs, uma
performance sobre o apagamento histórico e a insurreição de corpos defs que
constroem suas redes de afetos e encontros de criação. É uma confissão ao
público de inúmeras inquietações de um corpo deficiente e sua trajetória nas
artes, um convite a pensar que todo corpo é possível.
Artista: Movidos Dança (RN)


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