Projeto dirigido por Guto Parente levou um dos prêmios de competição dedicada a trabalhos em processo.
Conforme adiantado pelo Diário do Nordeste, o filme vencedor nesta edição tem previsão para ser lançado comercialmente até o final de 2025. A obra acompanha Madalena (Noá Bonoba), uma produtora de cinema grávida de 8 meses e meio que está prestes a filmar uma ficção científica com roteiro assinado pelo pai que faleceu.
No entanto, o diretor da obra, ex-marido da produtora, desaparece de maneira inexplicável e ela precisa garantir que as filmagens terminem com um novo e desafiador realizador antes do nascimento do bebê.
Também participaram da Mostra de Tiradentes neste ano os longas cearenses “Resumo da Ópera” e “Centro Ilusão”, a coprodução PB/CE/RJ/SP “Batguano Retuns - Roben na Estrada” e os curtas “Ver Céu no Chão”, "Vermelho de Bolinhas", "Do lado de dentro", "O Medo Tá Foda", "Poesia no vinho de seus lábios" e "sirius não é tão longe”.
Mais Tiradentes
No total, foram 140 filmes exibidos no evento mineiro, vindos de todo o País. Os prêmios de longas foram para “Deuses da Peste” (SP/MG), de Gabriela Luiza e Tiago Mata Machado (Mostra Olhos Livres); “Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo” (SE), de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (Mostra Aurora); “Parque de Diversões” (MG), de Ricardo Alves Jr. (Mostra Autorias) e “3 Obás de Xangô” (RJ/BA), de Sergio Machado (Júri Popular).

“O que propõe a Mostra de Tiradentes, primeiro, é mostrar a diversidade do cinema brasileiro”, define a coordenadora geral do evento, Raquel Hallack, em coletiva à imprensa no último dia da programação.
O escopo das escolhas curatoriais e de debate no evento, segue a coordenadora, se baseia em questões e reflexões voltadas a formas de fazer, acesso do público às obras, visibilidade da produção contemporânea e políticas para o audiovisual. “Esse conjunto de inquietações que a gente observa no cinema brasileiro a gente tenta traduzir na programação”, resume.
Debates políticos para o audiovisual
Além da programação dedicada à produção do cinema brasileiro contemporâneo, a Mostra de Tiradentes também foi palco de construção de pensamento e políticas públicas para o audiovisual no País.
Nomes como Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, e Marcelo Freixo, presidente da Embratur, participaram de diferentes atividades da mostra.
Uma das principais iniciativas neste sentido foi a realização do 3° Fórum de Tiradentes. Como resultado dos dias de debate e construção de sugestões de políticas públicas voltadas ao setor, foi publicada a Carta de Tiradentes, na qual o fórum articula defesa de pautas como a regulação do Vídeo sob Demanda, a efetivação da anunciada plataforma de streaming pública com obras nacionais e o fomento à regionalização da produção.
Premiados da 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes
diariodonordeste.verdesmares.com.br
Cariri Ativo
03.02.2025


