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Bolsonaro chora, ataca Moraes e agradece Trump por apoio a Eduardo

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Ex-presidente Jair Bolsonaro emocionou-se ao falar do filho Eduardo, que deixou o país sem data prevista para o retorno / Crédito: Evaristo Sá / AFP
Ex-presidente acusa Moraes de autoritarismo, lamenta afastamento do filho e exalta apoio de Trump em meio a investigações sobre tentativa de golpe.

Autor Marcelo Bloc

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a Justiça brasileira e acusou o ministro Alexandre de Moraes de promover um “avanço do nazifascismo” no país. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 18, em meio às investigações que podem torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado.

Em um discurso emocionado, Bolsonaro lamentou o afastamento de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), que se licenciou do mandato de deputado federal e e decidiu permanecer nos Estados Unidos por tempo indeterminado. O parlamentar deixou o Brasil em 27 de fevereiro, no mesmo período em que a Justiça determinou a retenção de seu passaporte.

O ex-presidente agradeceu o ex-mandatário norte-americano Donald Trump por supostamente acolher seu filho. “Tenho profundo respeito, admiração e gratidão por Trump. Sei que, neste momento, ele continuará abraçando Eduardo”, afirmou.

Agradecimento

Bolsonaro também mencionou a apreensão de seu próprio passaporte, medida imposta após ele ter passado uma noite na embaixada da Hungria. Segundo ele, essa restrição o impediu de comparecer a um evento de Trump.

Durante seu pronunciamento, o ex-presidente sugeriu que o Brasil enfrenta uma escalada autoritária e insinuou perseguição política. “Para que o mal vença, basta que os bons se omitam. Hoje é um dia marcante para mim, o afastamento de um filho. Mas ele se afasta não apenas por patriotismo, mas para combater algo semelhante ao nazifascismo, que avança cada vez mais no país”, disse.

A fala ocorre no momento em que novas revelações da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apontam o envolvimento de Eduardo Bolsonaro em articulações golpistas. Segundo Cid, o deputado teria defendido o uso das Forças Armadas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo dia, Bolsonaro visitou o Senado e acompanhou a abertura de uma exposição sobre o Holocausto.

opovo.com.br

Cariri Ativo

19.03.2025