Caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais
As vítimas são duas mulheres, de 23 e 75 anos, e um homem, de 24 anos. Eles consumiram os produtos no domingo (20), em uma padaria do bairro Serrano, em Belo Horizonte. No entanto, os sintomas surgiram entre a madrugada de segunda-feira (21) e a manhã de terça.
Desse grupo, os jovens e a idosa se encontram em estado crítico. Os jovens foram levados a um hospital de Sete Lagoas, e a mulher mais velha, socorrida em Belo Horizonte, também está entubada.
A Polícia Militar foi acionada por hospitais de Belo Horizonte e Sete Lagoas, cidade a 70 km da capital mineira, depois que os três pacientes apresentaram sinais de intoxicação severa.
Segundo familiares, os jovens haviam visitado a idosa e, ao retornarem para casa, começaram a passar mal. A mulher de 75 anos também adoeceu no dia seguinte e precisou ser reanimada em casa pelo filho antes de ser levada ao hospital.
Suspeita de envenenamento
Em meio ao caso, a polícia apreendeu amostras dos produtos e o responsável legal pela padaria foi levado à delegacia para prestar depoimento. As câmeras de segurança do local estariam sem funcionar devido a um incêndio recente. A Prefeitura interditou o estabelecimento nesta quarta-feira (23) após constatar ausência de alvará e problemas sanitários.
As causas ainda não foram definidas, mas os médicos suspeitam de envenenamento por diversas substâncias, como:
- Carbamato;
- Organofosforato;
- Toxina Botulínica.
No entanto, os testes realizados em laboratórios ainda não foram divulgados.
Produtos congelados
De acordo com relatos, os alimentos – uma torta de frango e uma empada – foram comprados no domingo (20) e, horas após o consumo, os clientes retornaram ao local reclamando de sabor e odor estranhos. Funcionários confirmaram o cheiro forte e reembolsaram o valor pago.
O proprietário do estabelecimento afirmou que os salgados foram preparados por um padeiro contratado temporariamente, que não aparece desde aquele dia. Não há comprovante de pagamento ou contato do padeiro, que teria recebido em dinheiro e trabalhado por apenas seis dias.
Durante depoimento à polícia, o dono do estabelecimento ainda declarou que os produtos estavam congelados desde a fabricação, no sábado (19), e só eram aquecidos no momento da venda.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
Cariri Ativo
24.04.2025


