Ela já havia tentado engravidar por FIV em 1998, 2016 e 2019, mas sem sucesso
Na ocasião, Carmelina ainda não estava grávida. A revelação, segundo o casal, foi de que teriam dois filhos: Miriã e Moisés. “Creio que futuramente venha o menino”, diz Jefferson, esperançoso.
Com cuidados médicos, a mulher afirma estar bem para enfrentar a gestação. “Não tive nenhuma preocupação quanto à idade e estou preparada fisicamente, psicologicamente e emocionalmente para essa maravilhosa gestação. [...] (Tomo) os cuidados normais de uma gestante, mas sem me esforçar muito", comenta.
Gravidez tardia
O responsável pelo acompanhamento do início da gravidez foi o médico Lister Salgueiro, especialista em reprodução humana. Ele explica que o caso de Carmelina é raro no Brasil.
“Oficialmente, a gestante mais velha tinha 65 anos. Ela está entre as três mais velhas que engravidaram”, afirma o especialista.
Salgueiro observa que cerca de 60% das mulheres que buscam a fertilização na clínica têm entre 40 e 43 anos. “Antigamente, acima de 40 anos era gravidez de risco. Mas com óvulo doado, os riscos são bem menores”, destaca. No caso de Carmelina, o uso de óvulo doado e o bom estado de saúde foram determinantes.
Gravidezes em idade avançada exigem cuidados redobrados. Entre os principais riscos estão a diabetes gestacional e a hipertensão, além de maior incidência de alterações genéticas, como a Síndrome de Down.
No Brasil, não há uma idade máxima legal para a realização da fertilização in vitro. No entanto, critérios clínicos são obrigatórios. “A mulher não pode ter doenças pré-existentes e precisa estar com o útero saudável”, finaliza o médico.
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Cariri Ativo
12.05.2025


