O influenciador Luiz Perillo está no centro cirúrgico para um transplante multivisceral.
Os desafios de Luiz iniciaram ainda aos seus 20 anos, quando descobriu uma doença chamada trombofilia, que causou uma trombose em sua perna. Após isso, a doença atingiu uma veia importante do sistema digestivo, fazendo com que ele perdesse intestino, estomago, pâncreas, figado e rim.
Apenas no Instagram, Perillo acumula mais de 70 mil seguidores. Na rede social, ele compartilha imagens das consequências da doença e dos tratamentos que fazia, como hemodiálises, nutrição parental e internações. Ao todo, o arquiteto passou quatro anos na fila de espera pelos transplantes.
“Primeiramente agradecer a família que autorizou a doação. E a notícia que eles deram para a gente que é um jovem de 21 anos e até o momento os órgãos estão ótimos”, compartilhou Luiz em um stories, no início da tarde desta terça.
O paciente deve passar pelos transplantes de estômago, pâncreas, fígado, intestino e rim. Ainda nos stories do Instagram, após entrar no centro cirúrgico, sua mãe agradeceu a família doadora e afirmou que a cirurgia deve durar em torno de 12 horas.
TRANSPLANTE MULTIVISCERAL NO BRASIL
O Ministério da Saúde incorporou o transplante de intestino delgado e multivisceral ao SUS em fevereiro deste ano. Com a medida, pessoas com falência intestinal ou com outras condições raras relacionadas à insuficiência do intestino e outros órgãos abdominais tiveram acesso gratuito aos procedimentos.
A demanda para incorporação dos dois procedimentos foi do próprio ministério e recomendada pela Conitec. Em 2024, dos 9,4 mil transplantes realizados, apenas dois foram multivisceral.
De acordo com o Ministério da Saúde, esses transplantes são indicados para casos de falência intestinal, quando o intestino não consegue mais digerir ou absorver os nutrientes essenciais para o corpo, além de ser útil no tratamento de tumores abdominais e outras complicações graves. Tais condições raras não tinham tratamento definitivo disponível no Brasil.
Ainda segundo a pasta, estudos mostram que, atualmente, cerca de 15 pacientes por ano precisam desses transplantes. Embora o processo seja complexo e a recuperação longa, ele oferece uma melhora significativa, permitindo uma rotina mais próxima da normalidade.
COMO SER DOADOR DE ÓRGÃOS?
No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só é realizada após a autorização familiar, alerta o Ministério da Saúde. É importante que a família seja comunicada que deseja ser um doador de órgãos, para que após a sua morte, os familiares possam autorizar a doação e retirada dos órgãos e tecidos.
Não é preciso registrar a intenção de ser doador em cartórios, nem informar em documentos o desejo de doar, mas sua família precisa saber sobre o seu desejo de se tornar um doador após a morte, para que possa autorizar a efetivação da doação.
Com a autorização, após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos e tecidos.
Depois da confirmação da morte encefálica a família é entrevistada por uma equipe de profissionais de saúde, para informar sobre o processo de doação e transplantes e solicitar o consentimento para a doação. Após a manifestação do desejo da família em doar os órgãos do parente, a equipe de saúde realiza outra parte da entrevista, que contempla a investigação do histórico clínico do possível doador.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
Cariri Ativo
24.09.2025


