No entanto, há algo que vai ficar muito evidente à medida que lê o artigo. A forma da equipa (se vence ou perde) está diretamente associada ao seu valor. Imagine o caso de um time que perde constantemente. Sabemos que muita da sua receita vem das parcerias com as casas de apostas. Quanto pior for a sua performance, menos dinheiro essa parceria valerá. Conheça, agora, os times mais valiosos. Será que o seu consta na lista?
Quem são hoje os clubes mais valiosos do país
O ranking de 2025 mantém o Flamengo como líder isolado, sustentado por receitas robustas, engajamento massivo da torcida e presença constante em competições internacionais. Logo atrás aparece o Palmeiras, avaliado em R$ 4,395 bilhões, beneficiado pela estabilidade esportiva, forte geração de caixa e modelo de gestão consolidado.
O Corinthians ocupa a terceira posição, com valuation de R$ 3,971 bilhões, apoiado sobretudo na força da marca e no tamanho da torcida, apesar dos desafios financeiros recentes. Em quarto lugar surge o Atlético-MG SAF, avaliado em R$ 3,373 bilhões, já refletindo os efeitos diretos da adoção do modelo empresarial.
Fecham o top 10 São Paulo (R$ 3,244 bilhões), Botafogo SAF (R$ 3,047 bilhões), Cruzeiro SAF (R$ 2,831 bilhões), Internacional (R$ 2,590 bilhões), Athletico-PR (R$ 2,100 bilhões) e Fluminense (R$ 2,085 bilhões). O estudo considera ativos circulantes e imobilizados, valor da marca, plantel, contratos comerciais e receitas garantidas, oferecendo uma fotografia abrangente do peso econômico de cada instituição.
SAFs como motor de valorização no futebol brasileiro
A presença crescente das SAFs no ranking não é coincidência. O modelo, regulamentado no Brasil a partir de 2021, permitiu que clubes historicamente endividados atraíssem investimento externo, adotassem práticas de governança corporativa e ganhassem previsibilidade financeira.
Atlético-MG, Botafogo e Cruzeiro são exemplos claros desse impacto direto no valuation. Outros clubes que seguiram o mesmo caminho incluem Vasco da Gama, Bahia, Coritiba, Cuiabá e América-MG. Em vários casos, a simples conversão em SAF já provocou reavaliações significativas dos ativos, mesmo antes de resultados esportivos mais expressivos.
Investidores internacionais também desempenham papel central nesse processo. O Botafogo integra o grupo Eagle Football, liderado por John Textor; o Vasco passou a ser controlado pela 777 Partners; e o Bahia tornou-se parte do City Football Group. Essas parcerias ampliaram a visibilidade internacional dos clubes brasileiros e reforçaram a perceção de crescimento de longo prazo.
Valuation alto não significa retorno automático
Apesar dos números impressionantes, o estudo da Sports Value chama atenção para um ponto sensível: o crescimento do valuation ainda está muito associado ao volume de investimento e ao desempenho esportivo recente. Segundo Amir Somoggi, sócio da consultoria, o próximo passo passa por uma evolução qualitativa na gestão de marca, na experiência do torcedor e na exploração comercial dos ativos.
Estádios subutilizados, baixa monetização digital e dependência excessiva de receitas pontuais ainda limitam o potencial de retorno de muitos clubes. A valorização existe, mas nem sempre se converte em geração de valor consistente no médio e longo prazo.
Futebol, apostas e o efeito do valuation no mercado
Esse crescimento financeiro dos clubes também tem reflexos diretos no mercado de apostas esportivas. Equipes com maior estabilidade, elencos mais caros e receitas previsíveis tendem a apresentar menor volatilidade de desempenho, algo que influencia odds, mercados de longo prazo e apostas em campeonatos nacionais.
Para apostadores, rankings de valuation funcionam como mais uma camada de análise, ajudando a contextualizar favoritismos, capacidade de investimento em reforços e consistência competitiva ao longo da temporada. Em portais especializados, esse tipo de dado é frequentemente cruzado com estatísticas esportivas, calendário e desempenho histórico. Quem acompanha esse universo costuma procurar comparativos detalhados e análises amplas. Se é o seu caso, confira o ranking completo das principais casas de apostas, que normalmente integra informações financeiras, esportivas e indicadores relevantes para decisões mais informadas no mercado de apostas.
Receitas comerciais e a força das casas de apostas
Outro dado relevante reforça a profissionalização do futebol brasileiro. Em 2024, os 20 clubes da Série A arrecadaram cerca de R$ 1 bilhão apenas em patrocínios, sendo 18 deles ligados a casas de apostas. Esse movimento não só elevou o nível das receitas como também ampliou a exposição internacional das marcas brasileiras.
A presença massiva do setor de apostas como patrocinador principal mostra como o futebol nacional se tornou um ativo atrativo para grandes empresas, sobretudo num ambiente regulado. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de transparência, governança e credibilidade, fatores que impactam diretamente o valuation dos clubes.
Liga única e potencial de crescimento coletivo
Entre os temas apontados como decisivos para o futuro está a criação de uma liga única no futebol brasileiro. A centralização de direitos comerciais e a negociação coletiva de patrocínios e transmissões poderiam gerar ganhos significativos para todos os clubes, reduzindo desigualdades e aumentando o valor global do produto.
Experiências internacionais mostram que ligas bem estruturadas conseguem elevar o valuation médio das equipes participantes, independentemente do tamanho da torcida, ao criar um ecossistema mais previsível e atrativo para investidores.
miseria.com.br
caririativo.blogspot.com
07.01.2026


