Bruna Santos
O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, celebrado em 8 de março, reivindica os direitos sociais e políticos historicamente negados às mulheres. No Cariri, o ato de rua acontece no dia 9 de março, com concentração na prefeitura do Crato. Neste ano, a marcha pautará a defesa da Chapada do Araripe, a manutenção dos territórios vivos e a não exploração dos corpos.
Construído por coletivos e movimentos sociais, o “8M” na região vai defender que preservar e proteger a biodiversidade é lutar pela vida das mulheres. “A gente entende que é a nossa vida, que os povos que moram na Chapada e todas as vidas que existem lá precisam ser respeitadas e a forma como os grandes empreendimentos e o agronegócio tem ocupado esse território tem sido muito violento, principalmente com as mulheres”, afirma Verônica Isidório, professora e ativista.
Destaca-se que segundo os dados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2024) do MapBiomas, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe foi a terceira mais desmatada do país em 2024, com a perda de 5.965 hectares.
“As mulheres são as mantenedoras da vida, do cuidado da água, das sementes e a gente tem essa grande preocupação em manter essa chapada livre dos agrotóxicos, livre da devastação, livre do desmatamento, livre do fogo”, defende Isidório.
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06.03.2026


