Ofensiva cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária.
A Operação Dataleaks foi iniciada nesta quinta-feira (5) e inclui o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.
Conforme a PF, a investigação começou quando uma base de dados não oficial que era "abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e a bases governamentais" foi identificada. Informações pessoais de membros do STF apareciam na base.
Os investigados pela operação podem responder por diferentes crimes, como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
Vazamento de dados da Receita Federal
A Operação Dataleaks ocorre menos de um mês depois de a PF ter deflagrado outra operação ligada a vazamento de informações sigilosas de ministros do STF e familiares, em 17 de fevereiro.
O alvo foi um grupo de quatro servidores da Receita Federal, que admitiu ter havido desvios no acesso aos dados fiscais dos magistrados e parentes. Na operação anterior, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
O ministro Alexandre de Moraes impôs uma série de medidas cautelares aos investigados, como afastamento das funções públicas, uso de tornozeleira eletrônica, restrição de deslocamento, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, além da proibição de deixar o País, com cancelamento de passaportes.
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06.03.2026


