Levantamento
da iHealth Clinical Insights mostra que dor é o sintoma mais recorrente e que
condição atinge principalmente mulheres entre 40 e 59 anos
São
Paulo, março de 2026 — Em meio às ações do
Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, dados da iHealth
Insights ajudam a dimensionar o impacto da condição na saúde das mulheres
brasileiras. A análise, realizada em uma base de mais de 3 milhões de pacientes
atendidos em 44 instituições de saúde em todo o país, revela que ao menos
36.527 mulheres apresentam diagnóstico, histórico ou investigação de
endometriose, o equivalente a 1,32% do total de pacientes do sexo feminino
acompanhadas.
A
condição, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora
do útero, está frequentemente associada a sintomas que afetam diretamente a
qualidade de vida. Entre os registros analisados, a dor aparece como o
principal relato clínico, presente em 57% dos casos. Outros sintomas
recorrentes incluem sangramentos (22%), cefaleia (14%), náuseas (13%) e
alterações gastrointestinais, como diarreia (10%) e vômitos (9%).
Segundo
a análise, a maior concentração de casos nas instituições está entre mulheres
de 40 a 59 anos, que representam 54,2% dos registros. Em seguida, estão as
pacientes entre 18 e 39 anos (35,1%). Embora menos frequente, a condição também
aparece em faixas etárias mais jovens e mais avançadas, o que reforça a
necessidade de atenção contínua aos sinais ao longo da vida.
Outro
ponto de atenção está na associação com outras condições de saúde. Entre as
mulheres com endometriose, 19% também apresentam hipertensão arterial, 18% têm
adenomiose e 12% relatam ansiedade. Doenças como diabetes (8%), hipotireoidismo
(6%), anemia (6%), obesidade (5%) e depressão (4%) também aparecem nos
registros, indicando um cenário de saúde que vai além do diagnóstico
ginecológico.
A
análise também mostra que o acesso ao cuidado ocorre de forma distribuída entre
diferentes modelos de atendimento que compõem a rede: 50% das pacientes estão
em instituições que atendem tanto pelo sistema público quanto privado, 34% em
redes privadas e 16% exclusivamente no sistema público.
Com
cerca de 1.800 mulheres com registros de atendimento relacionados à condição
entre 2023 e 2025, os dados reforçam que a endometriose segue sendo um desafio
relevante para o sistema de saúde, tanto pelo volume de casos quanto pela
complexidade do diagnóstico e acompanhamento.
Para
Karlyse C. Belli, Diretora de Dados da iHealth, a leitura dos dados reforça um
ponto crítico no cuidado com a saúde da mulher. “A endometriose ainda é uma
condição subdiagnosticada, muitas vezes normalizada dentro da rotina feminina.
Quando analisamos dados clínicos em escala, conseguimos enxergar padrões que
mostram não apenas a prevalência, mas também a sobreposição com outras
condições e o impacto real na jornada dessas pacientes. Isso reforça a
importância de um olhar mais integrado e baseado em dados para apoiar o
diagnóstico e o acompanhamento”, afirma.
No
contexto do Março Amarelo, especialistas reforçam a importância de ampliar o
conhecimento sobre a doença, reduzir o tempo até o diagnóstico e incentivar que
mulheres procurem avaliação médica diante de sintomas persistentes. Muitas
vezes silenciosa ou normalizada, a endometriose pode impactar não apenas a
saúde física, mas também aspectos emocionais, sociais e profissionais da vida
das pacientes.
Sobre
iHealth
A
iHealth atua na transformação de dados clínicos em inteligência aplicada à
saúde. A empresa utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes
de informações assistenciais, estruturando dados e gerando relatórios que
apoiam hospitais, indústria farmacêutica e centros de pesquisa em ações
estratégicas relacionadas à gestão do cuidado, geração de evidências,
identificação de perfis clínicos e desenvolvimento de soluções analíticas para
o setor.
caririativo.blogspot.com
02.04.2026



