Orós vai sangrar? Cogerh se reúne com Dnocs para definir real volume do 2º maior açude do CE - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
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Orós vai sangrar? Cogerh se reúne com Dnocs para definir real volume do 2º maior açude do CE

Orós vai sangrar? Cogerh se reúne com Dnocs para definir real volume do 2º maior açude do CE

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Legenda: O Açude do Orós tem capacidade para armazenar 1,9 bilhão de metros cúbicos (m³) de água.
Foto: Ismael Soares

Uma reunião entre os dois órgão que monitoram o reservatório ocorrerá esta semana em Fortaleza.


Escrito por
Thatiany Nascimentothatiany.nascimento@svm.com.br

Açude do Orós, localizado na cidade de mesmo nome, no Centro-Sul do Ceará, está prestes a atingir o volume máximo e sangrar. O fenômeno tem gerado grande expectativa na Bacia do Alto Jaguaribe, já que a abundância de água no açude de múltiplos usos representa, entre outras garantias, maior segurança no abastecimento hídrico de diversos territórios cearenses.

Mas, o monitoramento do reservatório, considerado o segundo maior do Estado, com capacidade para armazenar 1,9 bilhão de metros cúbicos (m³), é alvo de um impasse: o real volume acumulado. 

Isso porque o volume é acompanhado tanto pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), órgão estadual, quanto pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão federal responsável pela construção e também pela gestão do açude. E os dados apresentados pelas duas instituições divergem.

Na prática, nesta terça-feira (14), enquanto o Portal Hidrológico da Cogerh informa que o Açude Orós está com 88,93% da capacidade total, o DNOCS aponta que o reservatório já atingiu 99,58% do volume, faltando apenas 4 centímetros para alcançar a cota de sangria.

Legenda: Válvula dispersora da barragem do Açude Orós, responsável por formar o chamado "véu de noiva".
Foto: Ismael Soares

Segundo a Cogerh, a diferença ocorre devido ao uso de referências técnicas distintas no cálculo da capacidade de armazenamento. Enquanto o Dnocs se baseia nos dados do projeto original do reservatório, elaborados à época da construção, a Cogerh utiliza estudos batimétricos mais recentes, que permitem atualizar as condições físicas do açude ao longo do tempo.

A batimetria é uma técnica que mede a profundidade de rios e reservatórios. O procedimento é realizado com o uso de embarcações e equipamentos como GPS, que possibilitam mapear o fundo do local com maior precisão.

Reunião para alinhar metodologia

Diante dessa questão, uma reunião será realizada em Fortaleza entre os dois órgãos na quinta-feira (16) para tentar alinhar e definir como se dará essa contabilização de volume.

Segundo a Cogerh, no ano passado, uma equipe técnica realizou uma nova medição no Açude Orós. O estudo foi feito quando o reservatório estava cheio, o que ajuda a garantir mais precisão nos resultados obtidos. Os resultados desse levantamento serão apresentados na reunião.

O plano é que haja um alinhamento metodológico e consolidação de uma base de dados mais integrada entre os dois órgãos. 

Desde segunda-feira (6), o Diário do Nordeste tenta contato com o Dnocs para tratar sobre o tema, mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria. 

diariodonordeste.verdesmares.com.br

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15.04.2026