Uma reunião entre os dois órgão que monitoram o reservatório ocorrerá esta semana em Fortaleza.
Na prática, nesta terça-feira (14), enquanto o Portal Hidrológico da Cogerh informa que o Açude Orós está com 88,93% da capacidade total, o DNOCS aponta que o reservatório já atingiu 99,58% do volume, faltando apenas 4 centímetros para alcançar a cota de sangria.

Segundo a Cogerh, a diferença ocorre devido ao uso de referências técnicas distintas no cálculo da capacidade de armazenamento. Enquanto o Dnocs se baseia nos dados do projeto original do reservatório, elaborados à época da construção, a Cogerh utiliza estudos batimétricos mais recentes, que permitem atualizar as condições físicas do açude ao longo do tempo.
A batimetria é uma técnica que mede a profundidade de rios e reservatórios. O procedimento é realizado com o uso de embarcações e equipamentos como GPS, que possibilitam mapear o fundo do local com maior precisão.
Reunião para alinhar metodologia
Diante dessa questão, uma reunião será realizada em Fortaleza entre os dois órgãos na quinta-feira (16) para tentar alinhar e definir como se dará essa contabilização de volume.
Segundo a Cogerh, no ano passado, uma equipe técnica realizou uma nova medição no Açude Orós. O estudo foi feito quando o reservatório estava cheio, o que ajuda a garantir mais precisão nos resultados obtidos. Os resultados desse levantamento serão apresentados na reunião.
O plano é que haja um alinhamento metodológico e consolidação de uma base de dados mais integrada entre os dois órgãos.
Desde segunda-feira (6), o Diário do Nordeste tenta contato com o Dnocs para tratar sobre o tema, mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria.
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15.04.2026


