Um terceiro denunciado pelo crime não foi levado ao Tribunal do Júri.
Um terceiro homem, identificado como Claubson de Oliveira Rocha, o 'Bisson' também foi denunciado pelo homicídio.
No entanto, nos memoriais finais, o MP pediu a impronúncia do réu. O juiz da 3ª Vara do Júri de Fortaleza decidiu a favor da impronúncia de Claubson (ou seja, não levá-lo ao Tribunal do Júri) por considerar que "não foi produzida nenhuma prova que demonstrasse indício de autoria".
"Contra o acusado há, apenas, elementos informativos obtidos a partir do depoimento de uma testemunha ouvida no inquérito. Ocorre que, como demonstrado, a testemunha se retratou em juízo, alegando que não viu nenhum dos réus no momento do crime".
AMEAÇA DURANTE A CERIMÔNIA
Conforme a acusação, no dia 28 de outubro de 2023, por volta das 18h30, três homens armados chegaram ao velório e mataram Irandi: "logo após o homicídio, ainda subtraíram mediante grave ameaça os aparelhos celulares dos presentes na cerimônia".
A pessoa velada naquele momento era um homem identificado como 'Adriano', que supostamente era membro do Comando Vermelho e tinha migrado recentemente para a facção Massa Carcerária.
"Assim, havia desconfiança dos membros do CV de que a vítima também teria migrado de facção, o que gerava desconfianças nos demais faccionados do Comando Vermelho de que a vítima, outrora integrante do "CV", tivesse percorrido o mesmo caminho que "Adriano", e o que a tornaria inimiga de sua antiga organização criminosa", disse o MP.
Nas alegações finais, as defesas de Francisco Gabriel e Francisco Matheus pediram a impronúncia da dupla alegando falta de indícios ou afastamento das qualificadoras. As prisões dos condenados foram mantidas.
diariodonordeste.verdesmares.com.br
caririativo.blogspot.com
15.04.2026


