Caixa, BB, Itaú e Bradesco concentram 57,1% do crédito; cooperativas avançam para 7,8%.
Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco detinham juntos 57,1% das operações de crédito e dos depósitos totais do sistema financeiro, um recuo de 0,8 ponto percentual em relação aos 57,9% registrados no mesmo período do ano anterior, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (25).
Ranking tem Caixa em 1º lugar
A liderança individual no crédito permanece com a Caixa Econômica Federal, impulsionada pelo peso estrutural da instituição nos financiamentos habitacionais. O ranking dos quatro conglomerados no mercado de crédito ficou assim:
- Caixa Econômica Federal: 19,2%
- Banco do Brasil: 15,4%
- Bradesco: 11,3%
- Itaú Unibanco: 11,2%
No critério de depósitos totais, a concentração do quarteto caiu de forma mais expressiva, de 57,1% para 55,3%. Em ativos totais, a fatia recuou de 54,7% para 54,1%. O movimento de perda de participação foi uniforme em todos os agregados contábeis analisados pelo BC, o que indica uma tendência estrutural, não uma variação pontual.
Cooperativas avançam
O outro lado dessa equação é o avanço consistente das cooperativas de crédito e das instituições não bancárias. As cooperativas ampliaram sua fatia nas operações de crédito de 7,2% para 7,8%, com destaque nos segmentos de cheque especial e capital de giro.
As instituições não bancárias subiram de 2,6% para 3,0% no crédito e de 3,0% para 3,7% nos depósitos totais, crescimento puxado principalmente pelo mercado de cartão de crédito e pelo crédito pessoal sem consignação em folha.
O cenário de redistribuição ocorre em um ambiente de crédito mais restritivo. O BC registrou desaceleração do financiamento à economia real no segundo semestre de 2025, em linha com condições financeiras mais apertadas e moderação na atividade econômica. Entre pessoas físicas, houve arrefecimento nas carteiras de maior risco.
Entre empresas, o crédito bancário desacelerou em todos os portes, embora o mercado de capitais siga crescendo a taxas superiores às do crédito bancário, ampliando seu papel no financiamento das grandes corporações.
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26.05.2026


