Em média, o Instituto Dr. José Frota (IJF) atende 15 mulheres por lesões de agressões por mês.
O hospital realiza, em média, quatro reimplantes por mês — número considerado elevado, devido à complexidade dos procedimentos. “São cirurgias delicadas, que exigem profissionais com alta qualificação e experiência”, ressaltou.
Cirurgia envolveu reconstrução completa
O procedimento exigiu a atuação de uma equipe multiprofissional especializada em cirurgia de mão e microcirurgia. A jovem teve uma das mãos totalmente amputada e a outra permaneceu ligada ao corpo apenas por tecidos.
“Foi necessário reconstruir a parte óssea, os tendões extensores e flexores, além de vasos, nervos e veias. É uma cirurgia muito complexa”, explicou o superintendente.
Após o procedimento, o quadro da paciente é considerado estável. “O reimplante está evoluindo de forma satisfatória, com boa perfusão dos membros. Agora seguimos acompanhando a evolução e o processo de reabilitação”, disse.
15 atendimentos por lesões contra mulheres por mês, diz gestor
O superintendente também chamou atenção para o aumento de casos de violência contra mulheres atendidos na unidade. “A média de atendimentos por agressões contra mulheres é de 14 a 15 por mês. É um fato preocupante”, alertou.
Ele destacou ainda que os números podem ser maiores devido à subnotificação. “Muitos casos não são relatados, então esses dados podem não refletir a realidade completa”, afirmou.
Segundo o gestor, as lesões variam e podem atingir diferentes partes do corpo. “Essas pacientes sofrem agressões na face e em diversas regiões. Muitas vezes, os antebraços são atingidos, pois funcionam como mecanismo de defesa”, explicou.
Reabilitação será longa
Apesar do sucesso inicial da cirurgia, o processo de recuperação da paciente deve ser prolongado. “O primeiro passo é salvar a vida. Depois, buscamos restabelecer a função e, por último, a estética”, explicou.
A paciente segue internada na UTI, sendo acompanhada por uma equipe multidisciplinar. “Ela está estável, sem uso de drogas vasoativas e com boa perfusão dos membros. Agora, entramos na fase de reabilitação, que exige tempo e dedicação para que ela recupere a funcionalidade”, concluiu.
IJF teve estrutura reforçada após crise
O superintendente também comentou sobre melhorias recentes no hospital após um período de dificuldades. “Recebemos o hospital com apenas 20% do estoque de materiais e insumos. Hoje, a realidade é diferente: não falta material necessário para as cirurgias”, disse.
Ele ressaltou investimentos em infraestrutura e ampliação de atendimentos. “Em março, batemos recorde com 1.430 cirurgias realizadas. Já entregamos 39 leitos de UTI e 99 leitos de enfermaria reformados”, afirmou.
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05.05.2026


