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Veja quem são os pré-candidatos a senador do Ceará nas eleições de 2026

Veja quem são os pré-candidatos a senador do Ceará nas eleições de 2026

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De olho nas duas vagas ao Senado em 2026, partidos aceleram as articulações e testam nomes nos bastidores; veja lista / Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil
A busca por uma vaga no Senado pelo Ceará já se afunila com 12 nomes cotados para a pré-candidatura. Convenções partidárias começam em julho.

Autor Yasmin Louise Szezerbatz

Uma vasta lista de nomes já se colocou no páreo para representar o Ceará no Senado. A movimentação acontece às vésperas das convenções partidárias, o marco legal que, em pouco mais de um mês, vai oficializar essas candidaturas perante a Justiça Eleitoral.

Nas Eleições de 2026, 54 das 81 cadeiras serão renovadas. Assim, cada estado elegerá dois senadores. Quatro anos atrás, em 2022, apenas uma vaga estava em disputa, sendo conquistada por Camilo Santana (PT).

Neste ano, o ex-deputado José Guimarães (PT) abriu mão de sua pré-candidatura ao Senado para assumir o Ministério das Relações Institucionais, deixando a vaga da federação governista aberta e movimentando siglas aliadas como o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

De acordo com o governador Elmano de Freitas e o ex-ministro Camilo Santana, o senador Cid Gomes (PSB) tem vaga assegurada na chapa caso opte por concorrer; entretanto, ele ainda não confirmou a tentativa de reeleição.

Na oposição, Capitão Wagner e Roberto Claudio são os nomes cotados no União Brasil. Já no Partido Liberal (PL), o cotado é Alcides Fernandes — pai de André Fernandes —, além da vereadora de Fortaleza Priscila Costa, que deixou seu nome disponível à disputa.

A seguir, confira quem são os pré-candidatos ao Senado do Estado do Ceará:

Quem são os possíveis candidatos ao Senado pelo Ceará?

Até o momento, 12 nomes são cotados para a disputa ao Senado. As convenções partidárias para oficializar as candidaturas e deliberar sobre coligações serão realizadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.

Até lá, o cenário político ainda pode sofrer alterações. Confira quem são os pré-candidatos, em ordem alfabética:

Alcides Fernandes (PL)

Pai de André Fernandes, o deputado estadual Alcides Fernandes é a preferência da ala majoritária do PL. Natural de Cariús, no Centro-Sul do Ceará, cresceu em um lar cristão e foi consagrado pastor da Assembleia de Deus em 1991.

Nas eleições de 2018, ajudou na articulação para eleger o filho. Em 2022, a convite do então presidente Jair Bolsonaro e de André, disputou o cargo de deputado estadual, sendo eleito com votos em todos os municípios cearenses.

Segundo informações da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Alcides é compositor de canções usadas na campanha de Bolsonaro, como "Eu sou Bolsonariano", "Tô com Jair de novo" e "Bem-vindo ao Nordeste, Presidente".

Anna Karina (PSOL)

Professora da rede pública e ativista dos direitos das mulheres e da educação, Ana Karina é uma das lideranças do Psol e cotada para o Senado. Natural de Baturité, no Ceará, migrou para a capital com a família em 1983 para fugir da seca.

Sua trajetória na militância começou ainda no Ensino Médio, com as mobilizações do "Fora Collor" em 1992. Iniciou sua trajetória partidária nos anos 1990 e se filiou ao Psol. Foi candidata pela primeira vez em 2018, na disputa ao Senado, ocasião em que obteve 316.922 votos, mas não se elegeu.

Em 2020, concorreu a uma vaga de vereadora e ficou na suplência, chegando a assumir o mandato temporariamente. Em 2022, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo coletivo Vozes Feministas.

Em 2024, assumiu o cargo na Câmara Municipal de Fortaleza durante a licença do vereador Gabriel Aguiar (PSOL). Nas eleições daquele mesmo ano, ficou novamente na suplência para o cargo de vereadora, alcançando 2.792 votos.

Cândido Albuquerque (PSDB)

Advogado, professor e ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cândido Albuquerque se filiou recentemente ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se colocou como pré-candidato ao Senado pela oposição.

Natural de Corrente, no Piauí, ele afirma que sua inserção na política é uma forma de "retribuição ao Estado", após sua trajetória acadêmica construída no Ceará, pautando seu discurso no equilíbrio entre os Três Poderes.

Cândido geriu a UFC entre 2019 e 2023 por decreto do então presidente Jair Bolsonaro. Antes, dirigiu a Faculdade de Direito da UFC (2011-2019) e presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Ceará (OAB-CE), entre 1995 e 1997.

Capitão Wagner (União)

O ex-deputado federal Wagner Sousa Gomes, o Capitão Wagner, é capitão da reserva da Polícia Militar do Ceará e atual presidente da Federação União Progressista no Estado. Ele é um dos favoritos ao Senado, segundo pesquisas de intenção de voto.

Nascido em São Paulo e radicado no Ceará, ingressou na política em 2012 como o vereador mais votado de Fortaleza pelo PR, o atual PL. Em 2014, foi eleito deputado estadual com a maior votação da história do Ceará até então.

Com uma agenda pautada na segurança pública e no combate à criminalidade, foi eleito deputado federal em 2018. Disputou a Prefeitura de Fortaleza em 2016 e 2020, chegando ao segundo turno em ambas, e concorreu ao Governo do Estado em 2022, quando se filiou ao União.

Chiquinho Feitosa (Republicanos)


Suplente de senador com trânsito livre nos bastidores políticos, o empresário Chiquinho Feitosa entra no cenário como pré-candidato, presidindo o diretório estadual do Republicanos. Natural de Tauá, no Ceará, foi eleito a primeira vez como deputado federal com mais de 116 mil votos em 1998, onde assumiu até 2003.

Entre 2006 e 2010, ele disputou como suplente de senador, mas não chegou a assumir em nenhum dos pleitos. Em 2014, foi o primeiro suplente na chapa do senador Tasso Jereissati, cargo que assumiu temporariamente entre 2021 e 2022.

Após esse período, até então filiado ao PSDB, ele migrou para o Republicanos. Sob a legenda, ele busca novamente uma cadeira titular no Senado.

Cid Gomes (PSB)

Atual senador da República e ex-governador do Ceará, o engenheiro Cid Gomes tem sua vaga garantida na chapa governista e entra no cenário dependendo apenas de sua decisão final para tentar a reeleição.

Natural de Sobral, no Ceará, iniciou sua trajetória como deputado estadual em 1991, cargo para o qual foi reeleito em 1994, chegando a atuar como líder de bancada e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.

Entre 1997 e 2004, governou sua cidade natal como prefeito por dois mandatos. Em 2006, foi eleito governador do Ceará, sendo reeleito em 2010 em primeiro turno, períodos marcados por grandes investimentos em infraestrutura e na consolidação do modelo cearense de alfabetização.

Em 2015, assumiu temporariamente o Ministério da Educação (MEC) no governo Dilma Rousseff. Após esse período, elegeu-se senadora da República em 2018, com mandato vigente até 2027.

Domingos Filho (PSD)

Natural da Capital e presidente do Partido Social Democrático (PSD) no Ceará, Domingos Filho iniciou sua carreira política em 1994 como deputado estadual, consolidando sucessivos mandatos na Alece, casa que presidiu entre 2007 e 2010. 

Durante sua presidência, fundou a Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace) e o Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos. Foi vice-governador do Estado no primeiro mandato de Cid Gomes entre 2011 e 2015.

Em 2025, assumiu a Secretaria do Desenvolvimento Econômico no governo de Elmano de Freitas, deixando o cargo em 2026 para se desincompatibilizar e ficar apto à disputa eleitoral desse ano. 

Eunício Oliveira (MDB)

Ex-presidente do Senado e atual deputado federal, Eunício Oliveira é natural de Lavras da Mangabeira, no Ceará. Empresário e agropecuarista, construiu sua carreira no MDB, legenda da qual preside o diretório estadual no Ceará desde 1998.

Exerceu três mandatos consecutivos como deputado federal (eleito em 1998, 2002 e 2006) e foi ministro das Comunicações no primeiro governo Lula (2004–2005).

Foi eleito senador em 2010 e presidiu o Senado Federal e o Congresso Nacional entre 2017 e 2019. Em 2022, retornou à Câmara dos Deputados.

General Theóphilo (Novo)

Nascido em Fortaleza, General Theóphilo consolidou uma carreira de quatro décadas no Exército Brasileiro, onde alcançou o posto máximo de General de Exército, com as quatro estrelas.

Após passar para a reserva, ganhou projeção nacional na gestão pública ao comandar a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) entre 2019 e 2020, a convite do então ministro Sergio Moro.

Sua estreia na política ocorreu em 2018, quando disputou o Governo do Ceará pelo PSDB, terminando em segundo lugar como a principal força de oposição de direita. Teve ainda uma passagem pelo Podemos.

Atualmente filiado ao Partido Novo, sua presença reforça a ala conservadora cearense, sendo cotado como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Júnior Mano (PSB)

Administrador e empresário, Júnior Mano iniciou a carreira política em 2016 como vice-prefeito de Nova Russas, sua cidade natal; entretanto, não completou o mandato para assumir um novo cargo.

Ele se elegeu deputado federal, em 2018, pelo antigo Patriota e, em 2022, foi reeleito pelo PL como o segundo deputado mais votado do estado, com 216.531 votos.

Foi expulso do PL em 2024 após apoiar abertamente a campanha de Evandro Leitão (PT) à Prefeitura de Fortaleza contra o colega de partido André Fernandes.

Migrou para o PSB e, em 2026, colocou seu nome à disposição da base governista estadual para o Senado.

Luizianne Lins (Rede)

Após quase quatro décadas de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), a deputada federal Luizianne Lins migrou para a Rede Sustentabilidade em abril de 2026 e se lançou como pré-candidata ao Senado, embora ainda avalie a possibilidade de tentar a reeleição na Câmara Federal.

Formada em Jornalismo pela UFC, começou sua trajetória no movimento estudantil como liderança do DCE e UNE. Foi eleita a primeira vez como vereadora de Fortaleza em 1996 e, em 2002, como deputada estadual.

Foi prefeita de Fortaleza por dois mandatos consecutivos de 2005 até 2012, período marcado por obras de reestruturação urbana como a Av. Beira Mar e projetos sociais e culturais. Além dos múltiplos mandatos como deputada federal.

Priscila Costa (PL)

Jornalista e defensora de pautas conservadoras, Priscila Costa preside o PL Mulher no Ceará e assumiu a vice-presidência nacional do partido em janeiro de 2026, ao lado de Michelle Bolsonaro. Estreou na Câmara Municipal de Fortaleza em 2016 pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Na época, Priscila construiu sua campanha pautada na defesa dos valores cristãos, da família e da liberdade. Após tentativas nas eleições proporcionais de 2018 e 2022, consagrou-se em 2024 como a mulher mais votada da história de Fortaleza para a Câmara Municipal, com 36.226 votos.

Agora, nas eleições de 2026, ela insiste na pré-candidatura ao Senado, mesmo com o partido cearense preterindo-a para apoiar Alcides. Por outro lado, Priscila conta com o suporte de Michelle, que inclusive a citou como uma opção para vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, e a decisão final fica a cargo do diretório nacional da legenda.

Professor Germano Lima (PSOL)

Germano Lima é professor da rede pública de ensino e começou sua carreira política no Cariri, sua região natal. Em 2024, foi escolhido pela Federação PSOL-REDE como pré-candidato à prefeitura de Juazeiro do Norte; entretanto, após a decisão da legenda de não lançar candidatura própria, ele se retirou da disputa.

Após abrir mão da candidatura, aliou-se a Fernando Santana (PT) e atuou como seu assessor durante a campanha pela prefeitura do município. Em 2026, Germano foi o nome indicado, ao lado de Ana Karina, para compor os debates internos da federação de esquerda.

Eleições 2026: saiba cronograma

As eleições gerais de 2026 já têm calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os brasileiros voltarão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

De março até o início de abril aconteceu a janela partidária, período em que deputadas e deputados federais, estaduais e distritais trocaram de partido para concorrer às eleições sem perder o mandato atual.

As convenções partidárias e registro de candidaturas acontecerão entre 20 de julho e 5 de agosto.

A partir do dia 16 de agosto, tem início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet; na TV, a partir do dia 28. 

opovo.com.br

caririativo.blogspot.com

29.05.2026