PF aponta que Vorcaro usou capangas até para assustar vizinho que procurava cachorro desaparecido - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
Anúncio

PF aponta que Vorcaro usou capangas até para assustar vizinho que procurava cachorro desaparecido

PF aponta que Vorcaro usou capangas até para assustar vizinho que procurava cachorro desaparecido

Compartilhar isso

 

Legenda: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso desde março.
Foto: Banco Master/Divulgação.

Banqueiro tinha uma espécie de milícia particular formada por policiais e ex-agentes, segundo a PF.

Escrito porRedaçãoproducaodiario@svm.com.br

Um drone sobrevoando uma região de condomínios de luxo em Nova Lima, em Minas Gerais, foi suficiente para mobilizar um grupo de policiais e ex-policiais que, segundo a Polícia Federal (PF), atuava como uma espécie de "milícia particular" a serviço do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.


Um episódio, revelado pelos investigadores e divulgado pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, mostrou o poder e as preocupações que rondavam o banqueiro.


Em março de 2024, Vorcaro percebeu um drone sobrevoando o condomínio onde morava. Ele então acionou imediatamente Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário", apontado como responsável por coordenar uma estrutura clandestina de monitoramento e intimidação.


"Precisando de ajuda sua. Tem um drone filmando minha casa no Miguelão. Tinha que mandar alguém lá", escreveu o banqueiro em 26 de março de 2024.


Em resposta, Mourão informou que enviaria integrantes do grupo para localizar o equipamento. Na conversa, ele ainda questionou se deveria utilizar uma viatura ou um veículo descaracterizado.


"Acho que a viatura é melhor. Que aí quem fez ficará com medo, se não conseguir pegar", respondeu o investigado.


Para a Polícia Federal, a conversa ilustra a forma de atuação do grupo, que utilizava a intimidação como ferramenta para proteger os interesses do banqueiro, mesmo quando não havia qualquer indício de ameaça concreta.

'Milícia' de Vorcaro investigava supostos adversários

Segundo a investigação, o núcleo denominado "A Turma" era formado por seis policiais e ex-policiais, sob liderança do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.


Eles reuniram informações sigilosas, acessavam bancos de dados restritos, monitoravam pessoas e empresas, além de intimidar desafetos do banqueiro.

 

No caso do drone, Sicário chegou a cogitar a compra de um equipamento anti-drone para o condomínio. Já Marilson identificou o operador como sento um produtor musical que fazia buscas para encontrar um cachorro perdido. 


O policial federal aposentado intimidou o artista e avisou a Vorcaro que não haveria mais episódios envolvendo o drone. Ele ainda encaminhou ao chefe um cartaz com informações sobre o cachorro.


"Pitoco perdido – Vale do Sol. É muito doce, tem 10 anos, mas está com medo e fugindo cada vez mais longe", dizia o panfleto.

diariodonordeste.verdesmares.com.br

caririativo.blogspor.com

22.06.2026