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Quem era o instrutor de voo que se jogou de avião na Argentina e deixou aluna sozinha

Quem era o instrutor de voo que se jogou de avião na Argentina e deixou aluna sozinha

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Legenda: Piloto havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não comunicou o fato à escola de voo.
Foto: Reprodução / LinkedIn.

 Leandro Andrés Bertazzo tinha mais de dez anos de pilotagem profissional e chegou a trabalhar no Chile.

Escrito porRedaçãoproducaodiario@svm.com.br

O instrutor de voo Leandro Andrés Bertazzo, encontrado morto no último sábado (4) após se jogar de um avião em Córdoba, na Argentina, tinha 42 anos e dava aulas para iniciantes na aviação desde 2022. As informações são do jornal La Nación.


Por dez anos, ele treinou na Flying Parrot Córdoba, em Coronel Olmedo, onde obteve as licenças de piloto comercial, piloto de linha aérea e instrutor de voo.

Bertazzo também trabalhou por oito anos em uma agência de viagens em Santiago, capital do Chile, segundo o perfil dele no LinkedIn. Ele alternava a rotina entre voos comerciais e aulas de aviação.


Eduardo Álvarez, diretor da escola de voo em Córdoba, informou ao jornal Clarín que o instrutor agia normalmente antes do ocorrido. “Ele chegou, nos cumprimentamos com um abraço e um beijo. Tudo estava bem”, contou.


Álvarez ainda afirmou que Bertazzo voou mais cedo com outra pessoa e dava aulas para uma aluna experiente quando se jogou.


"Ele estava voando com alguém que já é piloto, ou seja, já tem licença de piloto, e estava fazendo um voo de reciclagem", complementou.

Aluna de Bertazzo conseguiu pousar em segurança

A aluna em questão, que não foi identificada pela imprensa argentina, voava com Bertazzo em um monomotor Cessna 150 de dois lugares a cerca de 250 metros de altitude. Ela possuía poucas horas de voo e estava fazendo uma sessão de treinamento.


Apesar de abalada, ela entrou em contato com a equipe em solo e conseguiu pousar normalmente. Segundo Eduardo Alvárez, Bertazzo teria dito à aluna: "Você sabe o que fazer", antes de saltar.


"Assim que disse isso, Leandro tirou os fones de ouvido, deixou o celular de lado e abriu a porta - algo muito difícil de fazer devido à pressão do ar", disse ele ao Clarín.


Ainda conforme o veículo, o piloto havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não comunicou o fato à escola de voo. O incidente está sendo investigado pela Justiça Federal de Córdoba.


diariodonordeste.verdesmares.com.br

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09.07.2026