Acesso aos botijões é considerado fundamental para garantir a segurança alimentar no País.
Escrito porLuciano Rodriguesluciano.rodrigues@svm.com.br
Nove em cada 10 brasileiros acreditam que ter acesso ao gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, é essencial para garantir a dignidade das famílias. É o que aponta um levantamento do Instituto Locomotiva, contratado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás).
Para 91% dos entrevistados, o gás de cozinha é uma necessidade básica. A pesquisa aponta ainda que 90% dos brasileiros acreditam que o acesso ao gás de cozinha melhora a qualidade de vida, e 88% dizem que uma casa sem GLP tem a rotina comprometida.
Um dos pontos destacados pelo levantamento é que a falta de gás de cozinha afeta, em especial, o preparo de refeições, o bem-estar familiar, a alimentação das crianças e o funcionamento geral da casa.
O GLP é visto como essencial para garantir a alimentação adequada no País, com 90% dos entrevistados afirmando que o gás de cozinha ajuda milhões de brasileiros a terem alimentação adequada, e 88% o reconhecem como parte da segurança alimentar do Brasil. Para 86%, garantir acesso ao GLP é uma forma de proteger a saúde das famílias.
A pesquisa foi contratada para mensurar a importância de gás de cozinha em casas, na economia e nas políticas públicas.
Sérgio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, acredita que o levantamento "é uma oportunidade para trabalharmos questões reputacionais do setor. O botijão é um velho conhecido das famílias, que continua sendo uma solução".Ele ainda reforça que os resultados obtidos indicam a confiabilidade do GLP para a ampla maioria da sociedade.
Qual o impacto do gás de cozinha na rotina das famílias?
O gás de cozinha é considerado amplamente mais seguro do que outros combustíveis utilizados de forma improvisada em diferentes contextos. Nesse sentido, levantamento também quantificou o impacto em situações do cotidiano.
Segundo a pesquisa, a falta de gás de cozinha prejudica:
- para 96% das pessoas, o preparo de refeições;
- para 94% das pessoas, o bem-estar da família;
- para 90% das pessoas, o funcionamento geral da casa;
- para 87% das pessoas, a alimentação das crianças;
- para 86% das pessoas, a organização da rotina da casa e a economia doméstica;
- para 85% das pessoas, receber visitas;
- para 80% das pessoas, o trabalho dentro de casa, seja home office ou demais atividades;
- para 59% das pessoas, higiene e limpeza.
O gás de cozinha é uma opção mais saudável para se cozinhar do que lenha e carvão para 87% dos entrevistados.
O levantamento traduz ainda que 93% das pessoas acham o GLP mais acessível para dar agilidade e praticidade ao ato de cozinhar. Percentual similar, 94% no total, acredita que os botijões de gás de cozinha são mais seguros.
"Essa relação de confiança construída com o consumidor é traduzida por esses índices. A sociedade rejeita fortemente qualquer tipo de informalidade; ela quer segurança e confiabilidade", completa Bandeira de Mello.
O Instituto Locomotiva ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos, usuários de gás de botijão ou encanado, entre 23 e 27 de julho de 2026. A amostra foi controlada por gênero, idade, renda e região, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
Política pública para o gás de cozinha
Ainda de acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados afirmam que o gás de cozinha ajuda os brasileiros a terem uma alimentação adequada.
O uso de meios alternativos, como lenha e carvão, é criticado por 86% das pessoas. Para essa fatia do público, nenhuma família deveria precisar de alternativas para cozinhar por falta de acesso ao gás de cozinha.
Programas como o Gás do Povo são considerados importantes por 93% das pessoas. Outros 86% acreditam que o Governo Federal deve continuar apoiando famílias de baixa renda para que elas consigam comprar o GLP.
O gás de cozinha deve ser uma prioridade do Poder Público nacional para 87% dos entrevistados; para 84%, o GLP tem que ser uma política pública de proteção social.
O presidente do Sindigás acredita que esses números representam um recado claro aos governos estaduais e Federal, principalmente, pelo amplo apoio à política pública e pela confiabilidade do GLP.
"Deve se andar com muito cuidado em qualquer movimento que possa permitir a informalidade no setor. A gente consegue enlatar energia e ela consegue ficar de forma segura e disponível a qualquer momento".
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04.09.2026


