Pesquisadores identificam vestígios bioquímicos associados a sangue em dinossauro que viveu há 115 milhões de anos na Chapada do Araripe - Cariri Ativo - A Notícia Com Credibilidade e Imparcialidade
Anúncio

Pesquisadores identificam vestígios bioquímicos associados a sangue em dinossauro que viveu há 115 milhões de anos na Chapada do Araripe

Pesquisadores identificam vestígios bioquímicos associados a sangue em dinossauro que viveu há 115 milhões de anos na Chapada do Araripe

Compartilhar isso

 

Aratasaurus museunacionali, dinossauro que viveu há mais de 100 milhões de ano na Chapada do Araripe. | Foto: Lisa Smith, Curtin University.

Segundo os pesquisadores, os resultados ampliam as possibilidades de investigar vestígios biológicos preservados em fósseis e ajudam a compreender o que pode permanecer detectável mesmo depois de milhões de anos.

Redação M1

Pesquisadores identificaram evidências de moléculas derivadas do heme, um componente da hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio pelo organismo, em um fóssil do Aratasaurus museunacionali, dinossauro que viveu há cerca de 115 milhões de anos onde hoje é a Chapada do Araripe. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A pesquisa, que contou com a participação de cientistas da Universidade Regional do Cariri (URCA) e do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também identificou estruturas mineralizadas semelhantes a glóbulos vermelhos. 

Segundo os pesquisadores, os resultados ampliam as possibilidades de investigar vestígios biológicos preservados em fósseis e ajudam a compreender o que pode permanecer detectável mesmo depois de milhões de anos.

pesquisadores

Entre os compostos identificados pelos pesquisadores estão o heme B e uma molécula derivada, denominada 3,8-dietil heme B. | Foto: Lisa Smith, Curtin University.

“Encontrar vestígios bioquímicos associados a componentes biológicos em um fóssil de mais de 100 milhões de anos nos ajuda a ampliar nossa compreensão sobre o que pode ser preservado ao longo do tempo. É uma oportunidade de investigar a história desses animais para além dos ossos e de suas características anatômicas”, afirma Alexander Kellner, pesquisador do Museu Nacional/UFRJ.

Os resultados, no entanto, não significam que o fóssil contenha células sanguíneas intactas. As estruturas encontradas são semelhantes a hemácias, como são chamados os glóbulos vermelhos, enquanto as análises químicas apontaram a presença de moléculas derivadas do heme.

Aratasaurus

O Aratasaurus museunacionali é um dinossauro do grupo dos terópodes, que inclui diversas espécies de dinossauros carnívoros. O esqueleto foi encontrado em 2008, na cidade de Santana do Cariri. 

“Contribuiu para ampliar o conhecimento sobre os dinossauros que habitaram o Brasil durante o período Cretáceo, colocando novamente os fósseis da nossa região no mapa mundial da paleontologia” ressalta Renan Bantim, da URCA.

Aratasaurus museunacionali, dinossauro que viveu há mais de 100 milhões de ano na Chapada do Araripe

Espécime de Aratasaurus museunacionali. | Foto: Lisa Smith, Curtin University.


Além de investigar características anatômicas, os pesquisadores puderam examinar estruturas microscópicas e identificar compostos químicos que ajudam a compreender a história do material fossilizado.

O trabalho reúne especialistas de diferentes áreas, como paleontologia, geologia e química.  Apesar de envolver cientistas brasileiros, a pesquisa foi liderada pela australiana Kliti Grice, professora da Universidade Curtin.  

“Pesquisas como esta mostram a importância de integrar diferentes áreas do conhecimento para responder a questões complexas sobre a história da vida na Terra. A colaboração entre instituições brasileiras e estrangeiras permite combinar conhecimentos e técnicas para extrair novas informações de materiais que já fazem parte do nosso patrimônio científico”, destaca Antônio Álamo Feitosa Saraiva, da URCA.

miseria.com.br

caririativo.blogspot.com

04.11.2026