Autor Isabelle Maciel
O fim da CPMI do 8 de janeiro, na última quarta-feira, 18, foi marcada por confusão na saída dos parlamentares do Congresso Nacional. O tumulto começou quando um telefone celular atingiu a cabeça da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e um homem saiu correndo no Salão Azul do Senado. A parlamentar gritava “pega esse cara, pega esse cara”.
O homem acusado de agressão é o assessor parlamentar Rodrigo Duarte, lotado no gabinete do líder da oposição na Câmara, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). O parlamentar alegou que o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) foi o responsável por bater na mão de seu assessor e que assim o aparelho caiu na cabeça da senadora. Mesmo com a explicação, Duarte foi exonerado do cargo.
“Ele estava filmando e gritando e o deputado Rogério Correia bateu em sua mão para retirar seu celular, que acabou caindo na cabeça da senadora Soraya. Contudo, como já afirmei, a conduta é incompatível com a de um assessor parlamentar e sua exoneração já foi determinada”, completou Jordy.
Duarte também negou a agressão e afirmou que “é isso que eles fazem: mentir para tentar se vitimizar. Isso aí é a esquerda”. O agora ex-assessor também falou que tentaram roubar seu celular e criticou o relatório final da CPMI do 8 de janeiro.
“Eu não aceito eles dizerem que não tem anistia para vândalos, senhoras, para homens e mulheres que vieram reivindicar no dia 8 e eles classificam os terroristas do Hamas como militantes. Eles tentaram roubar meu celular, tentaram me agredir”, afirmou Duarte.
CPMI do 8 de janeiro
A CPMI foi encerrada nessa quarta-feira, 18, e aprovou o relatório final da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que pede o indiciamento de 61 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-ministros e generais que ocuparam cargos no governo.
opovo.com.br
Cariri Ativo
20.10.2023


