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Falso auditor da CGU é condenado por invadir dados pessoais de escrivão da PF no CE

Falso auditor da CGU é condenado por invadir dados pessoais de escrivão da PF no CE

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Legenda: O casal foi alvo da Operação Nunca Será, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2024.
Foto: Divulgação/ PF.

A companheira dele, que se passava por procuradora da Fazenda, também foi punida pela Justiça Federal.


Escrito por
Redaçãoproducaodiario@svm.com.br


Um homem que se passava por servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) e a companheira dele, que utilizava a identidade de uma procuradora da Fazenda, foram condenados pela Justiça Federal no Ceará por invadirem dados pessoais, funcionais e financeiros de um escrivão da Polícia Federal (PF).

Thiago Antônio de Oliveira Rita, de 43 anos, e Juliana de Paula Rita, 38, foram condenados pela 11ª Vara Federal no Ceará pelo crime de invasão de dispositivo informático, na última quarta-feira (7).

O homem foi sentenciado à pena de 6 anos de reclusão, a serem cumpridos inicialmente no regime semiaberto. Já a mulher foi condenada a 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial aberto.

Como a ré foi condenada à pena inferior a 4 anos, o crime não foi cometido com violência e a acusada não é reincidente e possui bons antecedentes, o juiz federal substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direito.

Conforme a decisão, Juliana Rita pode prestar serviços à comunidade ou a entidades públicas e pagar 6 salários-mínimos a uma entidade, pública ou privada, com destinação social, para substituir a pena de reclusão. As instituições devem ser indicadas pelo juiz da Execução Penal.

80
salários-mínimos (valor correspondente à época dos crimes) ainda devem ser pagos pelo réu Thiago Antônio e mais 20, por Juliana, como multa, segundo a sentença judicial.

A defesa dos réus não foi localizada pela reportagem para comentar a decisão judicial. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Como aconteceu o crime

Segundo a decisão judicial, no dia 24 de setembro de 2023, "Thiago Antônio de Oliveira Rita, com a participação ativa e dolosa de Juliana de Paula Rita, acessaram de forma indevida a conta 'gov.br'" de um escrivão da Polícia Federal, "violando seus dados pessoais, funcionais e financeiros".

A vítima relatou à PF que recebeu um alerta do sistema 'gov.br', sobre alteração da senha, às 23h47 daquele dia.

"Uma vez que tal ato não partiu deste subscritor, rapidamente este subscritor entrou no sistema e alterou a senha por motivo de segurança. Como já eram quase meia noite do dia 24/09/2023, logo em seguida este signatário foi dormir", relatou o inquérito policial.

Ao acordar no dia 25 de setembro de 2024, o policial federal se deparou com outro alerta de alteração de senha, disparado às 0h05.

Em seguida, a vítima percebeu que o golpista havia acessado outras contas pessoais dele, no Banco Central (Bacen) e no Sistema de Gestão de Pessoas do Governo Federal.

O criminoso chegou a emitir um Relatório de Contas e Relacionamentos (CCS) e um Relatório de Empréstimo e Financiamento (SCR) no nome da vítima.

Operação 'Nunca Será'

A Polícia Federal identificou que os acessos ilegais, que violavam os dados do policial federal, foram realizados de um condomínio no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Em maio de 2024, a PF deflagrou a Operação Nunca Será, para aprofundar as investigações contra o casal. Foram apreendidos 5 aparelhos celulares, 2 HD de computadores, um pen drive, um notebook, 3 máquinas de cartão de crédito, 4 cartões bancários, 20 cartões de chip pré-pagos, além de diversos documentos de identidade.

19
vítimas de estelionato do suposto golpista - sendo 13 servidores públicos - foram identificadas a partir do material apreendido pela Polícia Federal.

Os investigadores concluíram que "Thiago Antônio de Oliveira Rita "é, na verdade, especialista em 'golpes' dessa espécie, utilizando-se do cadastro de servidores públicos (especialmente federais) para obtenção de empréstimos em nome destes, além de outros tipos de delitos em nome de outrem", segundo a decisão judicial.

O objetivo do casal, com o nome dos servidores públicos e das outras vítimas, seria "confeccionar documentos falsos, a fim de adquirirem cartões de crédito e empréstimos fraudulentos em nome de terceiras pessoas", detalha o documento da Justiça Federal no Ceará.

diariodonordeste.verdesmares.com.br

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12.01.2026