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Caso Orelha: polícia encerra inquérito e aponta adultos e adolescentes por maus-tratos

Caso Orelha: polícia encerra inquérito e aponta adultos e adolescentes por maus-tratos

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Legenda: Morte do cão Orelha causou comoção em todo o país e levantou debate sobre penas mais duras para maus-tratos a animais.
Foto: Reprodução.

Investigação sobre morte de cão comunitário na Praia Brava será enviada à Justiça e inclui pedido de internação.


Escrito por
Redaçãoproducaodiario@svm.com.br

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) a investigação sobre a morte do cão Orelha e as agressões contra o cachorro Caramelo, registradas na Praia Brava, em Florianópolis. Os inquéritos agora seguem para o Poder Judiciário.

No caso de Orelha, a polícia pediu a internação de um adolescente apontado como autor das agressões e indiciou três adultos por coação a testemunha. 

Já no episódio envolvendo o cachorro Caramelo, quatro adolescentes foram responsabilizados por maus-tratos. A corporação não detalhou quantos jovens participaram de cada crime.

Análise de imagens

A apuração foi conduzida pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), com apoio de uma força-tarefa estadual. 

Para esclarecer o caso Orelha, os investigadores analisaram mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, ouviram 24 testemunhas e chegaram a investigar oito adolescentes.

As provas reunidas incluem imagens que permitiram identificar roupas usadas no dia do crime, dados de geolocalização analisados com auxílio de um software internacional e contradições nos depoimentos colhidos ao longo da investigação.

Contradições, viagem ao exterior e novas provas

Segundo a Polícia Civil, um dos adolescentes deixou um condomínio na madrugada do crime, apesar de ter afirmado inicialmente que permaneceu no local. A versão foi desmentida por registros de câmeras e por testemunhas.

No mesmo dia em que os suspeitos foram identificados, o adolescente viajou para o exterior e retornou apenas no fim de janeiro, quando foi abordado no aeroporto. Na ocasião, um familiar tentou ocultar peças de vestuário que, segundo a polícia, teriam sido usadas no dia das agressões. O jovem admitiu que já possuía as roupas antes da viagem, contrariando a versão apresentada.

cão Orelha vivia há cerca de dez anos na região da Praia Brava e era cuidado de forma comunitária por moradores, que se revezavam na alimentação e no acompanhamento do animal. 

Após desaparecer por dois dias, ele foi encontrado gravemente ferido e, apesar do atendimento veterinário, acabou submetido à eutanásia devido à gravidade das lesões e ao sofrimento intenso.

Veja a publicação do Governo de Santa Catarina

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04.02.2026