Registros estão presentes no relatório técnico realizado pela Anvisa.
Outros registros mostram restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de embalagem sem o devido controle de qualidade. No mesmo documento, fiscais da agência destacaram o estado precário de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças.

O resultado dessa inspeção levou a Anvisa a suspender e determinar o recolhimento imeditado de produtos da marca, em decisão publicada na última quinta-feira (7), sob o risco de infecção microbiológica, como a presença de bactérias, fungos e outros micro-organismos patogênicos.
Segundo a agência sanitária, apenas itens de todos os lotes terminados com o número 1 foram afetos. Isso inclui detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes. No sábado (9), a Ypê conseguiu recorrer da decisão da Anvisa após apresentar um recurso administrativo.
Segundo a empresa, o protocolo do recurso suspende automaticamente os efeitos da medida até novo posicionamento da agência reguladora, com base artigo 17 da Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa 266/2019.
A Ypê alegou que o recurso foi apresentado para reforçar os compromissos assumidos no plano de ação e conformidade da empresa, além de fornecer novos esclarecimentos técnicos à Anvisa.
Anvisa vai decidir se mantém a suspensão
Em entrevista ao Fantástico, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, afirmou que a agência deve se reunir nesta quarta-feira (13) para discutir se a decisão da última quinta será ou não mantida.
“Quando a gente faz esse tipo de ação, a gente dá o direito da ampla defesa para a empresa. E ela tem todo esse direito. Esse direito de ampla defesa foi exercido agora com o pedido que a empresa fez de suspensão desse efeito", disse Safatle.
Ele ainda reforçou que as visitas técnicas da Anvisa são realizadas seguindo processos rigorosos e científicos.
"Foi feita toda essa investigação, toda essa análise. Então, tem os pareceres que foram feitos tecnicamente. Veja, a Anvisa segue a boa técnica, segue a ciência e segue a melhor metodologia"
Enquanto um veredito não é decidido, o órgão de vigilância orienta que os consumidores não utilizem os produtos envolvidos “por segurança”.
Por sua vez, a Ypê defende que os produtos não apresentam qualquer risco ao consumidor, e que a marca possui fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes.
O que fazer caso o cliente tenha comprado o lote contaminado?
Segundo o órgão de vigilância, os consumidores que possuem os produtos devem suspender imediatamente o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para informações sobre o procedimento de recolhimento.
"As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem intensificar o monitoramento do mercado e adotar as medidas necessárias para evitar a circulação dos lotes envolvidos, em articulação com as ações coordenadas do SNVS", informou a Anvisa.
Confira a lista de produtos Ypê afetados (lotes com númeração final 1):
- Lava louças Ypê Clear Care;
- Lava louças com enzimas ativas Ypê;
- Detergente/lava louças Ypê;
- Detergente/lava louças Ypê Clear Care;
- Detergente/lava louças Ypê Toque Suave;
- Detergente/lava-louças concentrado Ypê Green;
- Detergente/lava-louças Ypê Clear;
- Detergente/lava-louças Ypê Green;
- Lava roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor;
- Lava roupas líquido;
- Tixan Ypê Cuida das Roupas;
- Lava roupas líquido Tixan Ypê Antibac;
- Lava roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha;
- Lava roupas líquido Tixan Ypê Green;
- Lava roupas líquido Ypê Express;
- Lava roupas líquido Ypê Power Act;
- Lava roupas líquido Ypê Premium;
- Lava roupas Tixan Maciez;
- Lava roupas Tixan Primavera;
- Desinfetante Bak Ypê;
- Desinfetante de uso geral Atol;
- Desinfetante perfumado Atol;
- Desinfetante Pinho Ypê;
- Lava roupas Tixan Power Act.
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11.05.2026


