André Mendonça foi sorteado para relatoria da investigação no STF.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (30) a abertura de inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, por suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde, segundo o g1.
O pedido de investigação foi enviado pela Polícia Federal (PF) à Corte, na semana passada, para apurar se Lulinha teria praticado os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar em favorecimento do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes.
André Mendonça foi sorteado para relatoria da investigação no STF. Ainda de acordo com o portal, Antônio Carlos, conhecido como Careca do INSS, seria um dos principais responsáveis por desviar aposentadorias e pensões.
MANIFESTAÇÃO DE LULA
O presidente Lula se manifestou sobre o caso e disse que não usará a presidência para proteger Lulinha, conforme o jornal Folha de São Paulo.
"Quando eu vejo essas barbaridades faladas contra o meu filho... se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu, será tratado. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado, um juiz, não fazer as coisas corretas", disse Lula.
O gestor ainda completou: "Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha, se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Não vão usar meu cargo para proteger. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra".
CPMI do INSS
O relator da Comissão parlamentar de inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil), propôs no dia 27 de março que Lulinha fosse preso preventivamente.
Segundo o relator, havia supostos “indícios concretos” de possibilidade de fuga de Lulinha para se desvencilhar de possíveis punições. Além dele, o relator pediu o indiciamento de 216 pessoas.
"As investigações revelaram um esquema profissionalizado dividido em núcleos técnicos, administrativo, financeiro, empresarial e político, que atuava de forma coordenada para subtrair bilhões de reais do sistema previdenciário através de acordos de cooperação, técnicos eivados de irregularidades”, disse o relator antes da leitura do texto.
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31.07.2026


